OPINIAO – FREI BETTO: DIALOGO ENTRE CIENCIA E FE

março 30, 2011 § Deixe um comentário

O DIA, 26-03-2011

FREI BETTO: DIÁLOGO ENTRE CIÊNCIA E FÉ

Rio – Fé e ciência nem sempre tiveram um bom diálogo. As primeiras respostas às
indagações do ser humano a respeito do cosmo, dos fenômenos naturais e da vida,
foram dadas pela religião. Xamãs, feiticeiros, gurus e sacerdotes faziam a
mediação entre o Céu e a Terra.

A religião é filha da fé e a ciência, da razão. Se a fé parte de verdades
reveladas que, por sua vez, exigem adesão de fé, sem comprovação experimental, a
ciência é o reino da dúvida e se apoia em pesquisas empíricas. A fé apreende a
essência das coisas; a ciência, a existência.

O diálogo entre fé e ciência iniciou-se quando, na modernidade, a razão se
emancipou da religião.

No intuito de atualizar o diálogo entre a ciência e a fé, a editora Agir
promoveu um encontro, durante três dias, entre Marcelo e eu, que resultou no
livro “Conversa sobre a fé e a ciência”, já nas livrarias.

Gleiser leu meus livros e eu os dele, o que favoreceu o nosso diálogo, no qual
houve mais convergência que divergência, sobretudo no que se refere à correta
postura da ciência diante da fé e da fé diante da ciência.

São esferas independentes, autônomas e que, no entanto, encontram suas sínteses
em nossas vidas. Ninguém prescinde da ciência, assim como todos têm uma dimensão
de fé.

Marcelo Gleiser e eu coincidimos que a finalidade da ciência não é obter lucros,
nem a da fé impor verdades ou arrecadar fundos.

Ciência e fé servem para nos propiciar qualidade de vida, conhecimento da
natureza e sentido transcendente à existência. Se pela fé descobrimos a origem e
a finalidade do Universo e da vida e, pela ciência, como funcionam um e outro,
tudo isso pouco importa se não nos conduz ao essencial: a uma civilização na
qual o amor seja também uma exigência política.

Frei Betto é escritor, autor de “O amor fecunda o Universo – ecologia e
espiritualidade”, coautoria com Marcelo Barros

[i]

http://odia.terra.com.br/portal/opiniao/html/2011/3/frei_betto_dialogo_entre_cie
ncia_e_fe_153557.html

[Blá blá blá…]

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GB: ESCOLAS LIVRES NAO VAO ENSINAR CRIACIONISMO

março 30, 2011 § Deixe um comentário

GUARDIAN, 21-03-2011

ESCOLAS LIVRES NÃO VÃO ENSINAR CRIACIONISMO, DIZ O DEPARTAMENTO PARA EDUCAÇÃO

Free schools will not teach creationism, says Department for Education

Government spokesman says the education secretary is ‘crystal clear’ that
teaching creationism is at odds with scientific fact

Education reforms An anti-creationist group has written to education secretary
Michael Gove expressing concern about applications from Christian groups to run
free schools. Photograph: PA

The Department for Education has said Michael Gove is “crystal clear that
teaching creationism is at odds with scientific fact” after a warning that the
government’s new free schools could be exploited by fundamentalist churches
looking to promote a literal interpretation of the Bible.

The remarks follow a letter to the education secretary from the British Centre
for Science Education (BCSE) suggesting that creationists planned to use
government legislation on free schools to mount a “concerted attack” on science
education.

Free schools can be set up by charities, universities, businesses, educational
groups, teachers and groups of parents. They will have more freedom over the
contents of their curriculum, leading to fears that science teaching in the
schools may not be as rigorous. Teachers working at free schools will also not
need to have formal teaching qualifications.

The BCSE, which describes itself as the leading anti-creationist organisation in
Europe, wrote to Gove to express its “extreme concern” at applications from
groups such as the Everyday Champions Church and the Christian Schools Trust to
run free schools.

The Everyday Champions Church, in Newark, Nottinghamshire, submitted its
proposal for a 652-place school in January, shortly before the DfE held its
first free school conference where Gove said he would consider applications from
creationist groups on a case-by-case basis.

On its website the church says it has “660 children ‘definitely’ signed up to
the school and 185 considering”. It spent January and February carrying out
public presentations and found parental response “overwhelmingly positive”.

“Creationism will be embodied as a belief at Everyday Champions Academy, but
will not be taught in the sciences,” said its leader Gareth Morgan. “Similarly,
evolution will be taught as a theory. We believe children should have a broad
knowledge of all theories in order that they can make informed choice.”

The DfE spokesman said groups setting up new free schools in the UK will be
vetted to ensure that they have “strong education aims” and “high curriculum
standards”. He said: “The education secretary is crystal clear that teaching
creationism is at odds with scientific fact. Ministers have said they will not
accept any proposal where there are concerns about the people behind the
project.”

In the letter from the BCSE, Professor Paul Braterman wrote that the embodiment
of creationism “as a belief” could only mean that science was “subordinate to
religious considerations, and that the central concepts of the natural sciences,
as developed over the past 350 years, must be rejected as doctrinally unsound.”

In an accompanying report, the BCSE recommended the DfE “carefully vet” free
school applications and “be very wary” of approving applications from
creationist groups.

Last July, Gove acknowledged there were concerns about “inappropriate faith
groups using this legislation to push their own agenda.” The education
secretary, who was addressing MPs on the cross-party Commons education
committee, said his department was working on the regulations to ensure there
were no “extremist groups taking over schools”.

Braterman claimed that teaching in schools run by such groups in Sweden forced a
revision of the original “friskolor” legislation there, making free schools
subject to the same regulations that ensure teaching is objective as traditional
schools.

• This article was amended on 23 March 2011 to remove a reference to a primary
school in Hampstead that has asked us to make clear they have no connection with
the Christian Schools Trust.

[i]

http://www.guardian.co.uk/science/2011/mar/21/free-schools-creationism-departmen
t-education

ENTRE A CRUZ E O TUBO DE ENSAIO

março 18, 2011 § Deixe um comentário

EDUCAÇÃO INTEGRAL, 11-03-2011

ENTRE A CRUZ E O TUBO DE ENSAIO

Divergências entre ciência e religião podem gerar polêmica em sala de aula e
confundir os alunos. Para educadores, saída é não impor uma única verdade

Em uma sala do 6.º ano (antiga 5.ª série), durante uma aula de biologia sobre a
criação do universo, a professora termina de explicar a teoria do Big Bang, que
diz que o universo foi criado a partir de uma grande explosão cósmica entre 10 e
20 bilhões de anos. Um aluno ergue a mão e pergunta: “Pro-fessora, mas quem fez
as galáxias e tudo o que existe não foi Deus?”. A cena é frequente nas escolas,
divide os professores de ciências e biologia e coloca os de religião em uma
saia-justa.

A coordenadora do curso de Ciências Biológicas da Universidade Tuiuti do Paraná
(UTP) e professora aposentada do ensino médio e fundamental, Rita de Cássia
Dallago, conta que ao longo dos seus 26 anos de carreira percebeu que a
discussão sobre a origem do universo e do homem, principalmente entre
criacionismo (teoria religiosa que presume que tudo foi criado por uma força
superior) e evolucionismo (teoria científica proposta por Charles Darwin que diz
que o homem surgiu a partir da evolução de outras espécies) ganhou novos rumos,
mas que ainda perturba os educadores. “Em geral, os professores tendem a impor o
que acreditam, mas o ideal seria deixar claro sempre que existem duas correntes
e não uma única verdade. O aluno tem o direito de escolher em qual prefere
crer.”

Na maioria dos casos, os professores de ciências e biologia defendem o
evolucionismo, porque faz parte da formação deles, e os de religião, o
criacionismo. Mas Rita diz que na última década o perfil mudou um pouco e alguns
que ensinam biologia também acreditam na segunda corrente. “Já vi muito
professor que explica a origem da vida sob a ótica da ciência e depois, no final
da aula, diz aos alunos para não esquecer que tudo isso foi obra de Deus.”

Com um tema controverso e professores divididos, a questão que se levanta é como
não confundir a cabeça dos alunos e muito menos desrespeitar suas crenças
religiosas. Para o coordenador de Teologia da Ponti­fícia Universidade Católica
do Paraná (PUCPR), Cesar Kuzma, o caminho ideal na hora de ensinar é não tratar
as duas correntes como algo isolado e independente, mas sim como complementares.
“A ciência explica a origem do universo e o surgimento da espécie humana, mas é
a religião que dá sentido a isso. A meu ver esta é a melhor forma de ensinar os
estudantes sem criar conflito.”

Já para o filósofo Carlos Ramalhete, o papel do professor de ciências não é
ensinar religião, mas deixar claro que as ciências podem mudar. “A ciência é
apenas a melhor explicação até agora para os elementos nos quais Deus não pode
estar. A ciência moderna, ao contrário da religião, não é e nem pode ser
dogmática.”

Mas algumas vezes o conflito é inevitável, principalmente porque a escola é um
espaço de convivência entre alunos de crenças diferentes. Para os educadores, é
importante que seja assim porque as crianças precisam crescer em um espaço
democrático. “É claro que em algum momento houve confusão, tem aluno que às
vezes não aceita o que é dado em sala e sai batendo porta, mas isso é a
minoria”, conta Rita.

Mais liberdade
Segundo a professora de ensino religioso e história Célia Regina Guernieri, do
Colégio Imaculada Conceição, os alunos menores, geralmente entre 10 e 12 anos,
tendem a querer saber a opinião pessoal do professor e levam muito em conta o
que ele pensa. Os mais velhos, a partir dos 13 anos, têm uma bagagem diferente e
conseguem perceber por si só que existem duas teorias distintas e que podem
escolher entre uma e outra. “Hoje os estudantes são muito mais livres e críticos
do que há 30 anos. Eles conseguem perceber que não há uma verdade absoluta.”

Para que uma única verdade não reine em sala de aula, o professor de Ciências
Biológicas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Reginaldo
Rodrigues conta que nas palestras que dá aos colegas da educação básica costuma
orientá-los a não impor nada nunca e nem negar a existência de Deus aos alunos,
por mais que ele não acredite. “É papel dele defender a ciência, mas sabemos que
cada aluno tem sua religiosidade e que é preciso que o professor saiba lidar com
isso.”

Na Escola Adventista, o diretor Laureci Bueno do Canto diz que não há imposição
dos conceitos, mas pais e professores sabem a posição da escola. “Nós
acreditamos na Bíblia e para nós o que está lá é a verdade. O professor não
precisa acreditar e defender isso como real. Mesmo que ele comente que é
criacionista, vai deixar em aberto aos alunos.”

[i]

http://educacaointegral.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=395:
entre-a-cruz-e-o-tubo-de-ensaio&catid=38:slideshow&Itemid=101

O buraco negro de deus

março 6, 2011 § Deixe um comentário

O papa disse em 2009 que a camisinha era um risco pra humanidade.

camisinha do papa

O papa bento 16 não está nem aí com a prevenção de DSTs. Existem países na África onde 10 por cento da população está infectada, como a África do Sul. Na cidade de kwazulu-natal chega a 39 por cento. O Vaticano acha que a camisinha não previne o HIV. Os religiosos chamam até médicos, como Dráuzio Varella, de mentirosos.
Estudos com o látex de preservativos mostram que o índice de proteção é em torno de 90 por cento ou mais. Mesmo assim a igreja católica pega os 10 por cento de inefetividade para ajudar a justificar seu não uso.
Pergunte à igreja uma forma alternativa de prevenção e ela vai dizer que se abster e rezar é mais efetivo.
Claro, existe uma proibição da ICAR aos fiéis que é a de não usar qualquer tipo de contraceptivo. Em 2009 o papa disse que a camisinha era um risco para a humanidade. Em 2010 ele disse que podia ser usada em ‘alguns casos’.
Claro que a lógica católica não tem nada a ver com prevenção de DSTs, tem a ver com multiplicação de fiéis e com sua concepção moral própria (1).

Então, você criou tudo.
Sim.
Incluindo os buracos negros.
Sim.
Que eventualmente vão engolir tudo.
Sim.
Inclusive você.
(silêncio)
Estou trabalhando nisso.

o buraco negro de deus

Eles não sabem o que fazer com a ciência.
No ano passado o papa disse que ‘foi deus que criou o big bang’.
Claro, ele tem que ser populista de qualquer jeito. O que aparecer de grandioso na humanidade ele se apressa em dizer que foi mérito do Vaticano com seu deus.
E eles insistem em ensinar o criacionismo nas escolas.
Na Espanha a ICAR ensina nas escolas que a homossexualidade é um ‘vício’, dando a entender que é uma doença. Aliás eles usam o termo ‘homossexualismo’, com uma conotação quase infecciosa.
Eles podem dizer que o deus deles sai criando todo o universo a partir do nada, mas ficam furiosos quando físicos, como Hawking, dizem que a matéria pode ser criada do nada.
No final do ano passado e no começo deste ano, dois artigos científicos sobre o ‘big bang’ revelaram que o início do nosso universo sofreu a ação de forças externas, como buracos negros supermassivos. O físico Roger Penrose afirma, depois de quatro anos de análises de dados de satélites como o WMAP, que nosso universo ‘primitivo’ tem estruturas que foram resultados do impacto ou influência de objetos supermassivos, como marcas deixadas pela interação com esses objetos. A revista Nature ouviu uma equipe de profissionais para revisar o artigo do Penrose e eles concluíram que aquele tipo de estrutura pode ter ocorrido de forma puramente aleatória também. Essa conclusão se baseou, além da teoria, em simulações feitas por clusters de computadores, imitando as condições do universo proposto. Em várias simulações do universo em expansão aleatória as estruturas concêntricas apareciam.
No meio do mês de dezembro passado, Roger Penrose reafirma seu artigo, dizendo que a análise de seus dados é compatível com sua tese (2).
Mas uma teoria pode não descartar a outra. Dizer que padrões em círculos concêntricos surgem do aleatório não descarta que surjam a partir de fenômenos externos também.
O curioso é que, independentemente, outra equipe de físicos trabalhava em um artigo com o mesmo tema. Uma análise de influências externas sobre a expansão de nosso universo mostrando os padrões concêntricos do WMAP.
Múltiplos universos… ou… universos sendo renovados…
Fico pensando como a ICAR vai discursar sobre isso…

Ou…

bactéria encontrada em meteorito

Como será que as religiões e as igrejas vão reagir ao tema da vida encontrada fora da Terra? (3)(4) Arqueobactérias diferentes de tudo o que se viu fossilizadas em meteoritos? A ICAR vai reafirmar a cronologia da Bíblia?
E a ideia da evolução algum dia vai ser compatível com o criacionismo? As bactérias evoluem darwinianamente, estão aí as imunizações a antibióticos, não é?

After intense criticism, they subsequently designated them as “organized elements” so as to not make any judgement as to their biogenicity.

(4) – este é um trecho que diz que um artigo publicado anteriormente sofreu uma crítica tão intensa que tiveram que trocar o nome para ‘elementos organizados’, para que não julgassem sua biogênese.

(5) este é um blog de ciêcias onde há um consenso em que o artigo da bactéria ou é uma fraude ou muito mal feito.

(1) http://virgula.uol.com.br/ver/noticia/inacreditavel/2010/11/24/262972-papa-liberou-camisinha-para-mulheres-e-transexuais
(2) http://www.physicsforums.com/showthread.php?p=3015978
(3) http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/cientista-afirma-ter-encontrado-sinais-de-vida-extraterrestre-em-meteorito
(4) http://journalofcosmology.com/Life100.html
(5) http://scienceblogs.com/pharyngula/2011/03/did_scientists_discover_bacter.php
Frederico Brandt

Darwin, Shiva e DNA no carnaval do Rio 2011

março 2, 2011 § Deixe um comentário

darwin e shiva no carnaval do rio 2011

O Carnaval do Rio de Janeiro este ano vai ser predominantemente religioso.
A escola União da Ilha do Governador vem com o samba-enredo “O Mistério da Vida” cujos primeiros versos contém:

O meu amanhã, só Deus saberá
…e depois…
Trazendo Darwin na memória
Histórias vou desvendar
Um relicário de beleza natural


No fundo do mar eu vi brotar
Se multiplicar a vida
Mistérios vão se revelar


Do alto surgiu diferente
Não sei se é bicho, não sei se é gente?

Tentando um tipo de sincretismo religioso-científico, onde fala de um deus, fala de darwin, coloca a expressão “relicário… natural” e põe que a vida brotou e se multiplicou no mar antecedendo a expressão “mistérios vão se revelar”. Que mistérios são esses?
A Seguir se pergunta “é bicho… é gente?”, como se gente não fosse bicho. Deve ser o tal do mistério.
Se só deus saberá o futuro… nada de distorção no espaço-tempo.

A Vila Isabel vem com o samba-enredo “Mitos e histórias entrelaçadas pelos fios de cabelo”, que diz:

O universo em sua formação
Nas longas madeixas de Shiva
Dos ritos aos astros
Os mitos que enlaçam
Antigas tradições
Festejando novas gerações…


Sansão, forte, se apaixonou

Perucas no Egito, poder divinal
…e termina na frase…
Feitiço refletindo no olhar…

Pra Vila Isabel, Shiva cria o universo, apesar de ele ser o deus da destruição.
Depois tenta conectar ritos e mitos a tradições e novas gerações. Enseguida fala em Sansão e Dalila, personagens bíblicos que supostamente não deveriam pertencer a uma criação feita pelo deus Shiva. Sendo assim, se Shiva criou tudo, então criou o deus cristão também.

A Imperatriz Leopoldinense traz o samba-enredo “Sambar Faz Bem À Saúde”

A cura do corpo e da alma no samba

Se alguém me decifrar
É verde e branco meu DNA!


Um ritual de magia

A cura pela fé nas orações!

Mistérios da vida, o homem a desvendar
A mão da ciência ensina:
O mundo não pode parar!


Luz, semeando a ciência,
A razão na essência, o dever de cuidar!
Luz, a medida que avança,
Uma nova esperança que nos leva a sonhar!
Segredo, a “Chave da Vida”,
Perfeição esculpida, iludindo o olhar
Onde a medicina vai chegar?

O samba da Imperatriz diz que cura o corpo e a alma, fala sobre “a cura pela fé nas orações!”. Também faz um trocadilho poético onde se “alguém me descifrar… é verde e branco meu DNA”. O sincretismo entre ciência e religião tenta vir com “Luz semeando a ciência”, finalizando dizendo que o segredo é a “Chave da Vida”, colocando a palavra vida com V maiúsculo, que a perfeiçao é esculpida (antropomorfismo?) e remata com a dúvida “onde a medicina vai chegar?”.
Se a chave da vida é um segredo, então nenhum deus é a chave da vida. O que será a chave da vida? Que segredo é esse? A outra pista sobre o segredo é que é uma”perfeição esculpida, iludindo o olhar”. O que será isso, deus? Ok, então deus é o segredo.
Depois a ciência é claramente posta como dependente da entidade “Luz”, que é definida como “A razão na essência, o dever de cuidar!”, uma mistura de racionalidade com moralidade. E a medicina é posta em dúvida. A medicina faz parte da ciência, então a medicina também depende da entidade “Luz”. “Onde a medicina vai chegar”? Ora, se a “Luz” semeia a medicina, a falta dela vai fazer a medicina estagnar, e como a “Luz” também é moralidade, a medicina vai chegar onde a moralidade chegar. A entidade “Luz” também tem a descrição agregada à ideia de esperança e sonho, mas este efeito surge apartir de que a “Luz…avança”.

Com o enredo “Parábola dos divinos semeadores” a Mocidade de Padre Miguel diz:

A natureza tem mistérios e magias
Rituais, feitiçarias, deuses a me abençoar
Guiado pela luz da estrela guia
Eu vou por onde a semente me levar…

Onde também usa os conceitos de natureza, deuses, a entidade “Luz”, e a entidade “semente”.

Todos os sambas enredos das escolas de samba do Rio de Janeiro em 2011 dizem alguma coisa sobre religião e deuses.

Tem que ser bastante imaginativo para entender essa simbologia toda.

enredos carnaval rio 2011 (1)


enredos carnaval rio 2011 (2)


enredos carnaval rio 2011 (3)

Frederico Brandt

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