CRIACIONISTAS, DINOSSAUROS E HUMANOS NAO COEXISTIRAM

março 30, 2011 § Deixe um comentário

FOLHA DE SÃO PAULO, 29-03-2011

PESQUISA CONTESTA PROVA CRIACIONISTA SOBRE A ORIGEM DA VIDA

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DE SÃO PAULO

A área de Kachina Bridge, em Utah (EUA), considerada uma evidência da teoria
criacionista de que a Terra foi criada em um único dia, foi submetida a uma
análise de pesquisadores, que chegaram à conclusão final.

As gravuras rupestres de dinossauros não seriam dos animais pré-históricos, mas
sim uma boa pintura manchada.

A Kachina Bridge é uma formação rochosa em forma de arco, com mais de 60 metros
de altura, que traria inscrições de culturas pré-históricas e de representações
de dinossauros.

“A mais importante implicação nesses achados é que o sítio criacionista com
evidências da coexistência entre dinossauros e humanos nem mesmo existe”,
comenta em entrevista ao site LiveScience o paleontólogo Phil Senter, da
Universidade Estadual Fayetteville, em Carolina do Norte.

Os estudiosos analisaram quatro imagens do que parecem ser de dinossauros em
várias situações: do olhar puro e simples, passando por binóculos e lentes
especiais, com iluminação direta e indireta do sol e na sombra.

“O dinossauro 1, apelidado de Sinclair, realmente se parece com um dino se visto
por olhos comuns. Mas um olho treinado pode frequentemente enxergar o que um
não-treinado vê.”

“Até nosso estudo, esta era a melhor gravura de dinossauros e a mais difícil de
ser argumentada e interpretada porque se parece muito com um dinossauro”, Senter
diz. “O ‘melhor dinossauro’ agora está extinto.”

Segundo o grupo, a visão dos dinossauros são ilusões de óptica iguais aos rostos
e animais que vemos nas nuvens e nas formações rochosas da Lua.

Senter e a arqueóloga Sally Cole detalham seu trabalho na edição de março do
jornal “Palaentologia Electronica”.

[i]

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/895491-pesquisa-contesta-prova-criacionista
-sobre-a-origem-da-vida.shtml

GB: ESCOLAS LIVRES NAO VAO ENSINAR CRIACIONISMO

março 30, 2011 § Deixe um comentário

GUARDIAN, 21-03-2011

ESCOLAS LIVRES NÃO VÃO ENSINAR CRIACIONISMO, DIZ O DEPARTAMENTO PARA EDUCAÇÃO

Free schools will not teach creationism, says Department for Education

Government spokesman says the education secretary is ‘crystal clear’ that
teaching creationism is at odds with scientific fact

Education reforms An anti-creationist group has written to education secretary
Michael Gove expressing concern about applications from Christian groups to run
free schools. Photograph: PA

The Department for Education has said Michael Gove is “crystal clear that
teaching creationism is at odds with scientific fact” after a warning that the
government’s new free schools could be exploited by fundamentalist churches
looking to promote a literal interpretation of the Bible.

The remarks follow a letter to the education secretary from the British Centre
for Science Education (BCSE) suggesting that creationists planned to use
government legislation on free schools to mount a “concerted attack” on science
education.

Free schools can be set up by charities, universities, businesses, educational
groups, teachers and groups of parents. They will have more freedom over the
contents of their curriculum, leading to fears that science teaching in the
schools may not be as rigorous. Teachers working at free schools will also not
need to have formal teaching qualifications.

The BCSE, which describes itself as the leading anti-creationist organisation in
Europe, wrote to Gove to express its “extreme concern” at applications from
groups such as the Everyday Champions Church and the Christian Schools Trust to
run free schools.

The Everyday Champions Church, in Newark, Nottinghamshire, submitted its
proposal for a 652-place school in January, shortly before the DfE held its
first free school conference where Gove said he would consider applications from
creationist groups on a case-by-case basis.

On its website the church says it has “660 children ‘definitely’ signed up to
the school and 185 considering”. It spent January and February carrying out
public presentations and found parental response “overwhelmingly positive”.

“Creationism will be embodied as a belief at Everyday Champions Academy, but
will not be taught in the sciences,” said its leader Gareth Morgan. “Similarly,
evolution will be taught as a theory. We believe children should have a broad
knowledge of all theories in order that they can make informed choice.”

The DfE spokesman said groups setting up new free schools in the UK will be
vetted to ensure that they have “strong education aims” and “high curriculum
standards”. He said: “The education secretary is crystal clear that teaching
creationism is at odds with scientific fact. Ministers have said they will not
accept any proposal where there are concerns about the people behind the
project.”

In the letter from the BCSE, Professor Paul Braterman wrote that the embodiment
of creationism “as a belief” could only mean that science was “subordinate to
religious considerations, and that the central concepts of the natural sciences,
as developed over the past 350 years, must be rejected as doctrinally unsound.”

In an accompanying report, the BCSE recommended the DfE “carefully vet” free
school applications and “be very wary” of approving applications from
creationist groups.

Last July, Gove acknowledged there were concerns about “inappropriate faith
groups using this legislation to push their own agenda.” The education
secretary, who was addressing MPs on the cross-party Commons education
committee, said his department was working on the regulations to ensure there
were no “extremist groups taking over schools”.

Braterman claimed that teaching in schools run by such groups in Sweden forced a
revision of the original “friskolor” legislation there, making free schools
subject to the same regulations that ensure teaching is objective as traditional
schools.

• This article was amended on 23 March 2011 to remove a reference to a primary
school in Hampstead that has asked us to make clear they have no connection with
the Christian Schools Trust.

[i]

http://www.guardian.co.uk/science/2011/mar/21/free-schools-creationism-departmen
t-education

O CRIACIONISMO DO PORTAL BRASILESCOLA

março 19, 2011 § Deixe um comentário

BRASIL ESCOLA, 20-03-2011

O CRIACIONISMO E O PENSAMENTO MÍTICO

Os mitos criacionistas permitem o conhecimento de diferentes culturas.

No trabalho com os primeiros temas históricos, a origem do homem é usualmente
tomada pelo clássico trabalho em sala de aula em que o professor trabalha as
teorias criacionista e evolucionista. Por costume ou displicência, o professor
acaba limitando a explicação criacionista na história onde Deus criou a terra em
seis dias. No entanto, podemos apresentar ao aluno como as mais diferentes
culturas puderam explicar a questão da origem do homem.

É necessário que os alunos sejam apresentados ao conceito de “mitologia” para
que consigam entender melhor o assunto. Levantando as idéias que os alunos têm
sobre essa palavra, o professor apresenta uma explicação mais simples e direta
do termo. Durante a definição é de suma importância destacar a proximidade da
explicação dos alunos com a explicação proferida. Outro ponto muito importante é
destacar que o mito não pode ser compreendido como uma simples mentira.

O professor deve assinalar que os métodos científicos se desenvolveram a pouco
tempo na história do homem. Depois disso, o professor pode enfatizar que a
necessidade de explicação dos fenômenos naturais e experiências humanas são
muito anteriores ao surgimento da ciência. Além disso, o professor deve explicar
que o pensamento mítico não foi expurgado da história, sendo uma forma de
explicação ainda recorrente nas simpatias e superstições ainda praticadas por
muitas pessoas.

Apresentadas essas primeiras facetas do assunto, o professor tem condições para
levantar a questão sobre como cada uma das culturas do mundo tentou explicar as
origens da raça humana. Nesse momento é importante reforçar que as visíveis
diferenças culturais entre as civilizações indicam a possibilidade de existirem
diferentes concepções para um mesmo assunto.

É recomendável a apresentação de alguns trechos do filme “A culpa é do Fidel”
para demonstrar essa questão da diferença das explicações mitológicas sobre a
origem do homem. Em diversos trechos da história, a personagem principal do
filme, uma criança de nove anos, é apresentada a diferentes mitos criacionistas
contados pelas babás que tomam conta dela ao longo do tempo.

Após a apresentação de trechos do filme, os alunos estariam prontos para
realizar uma atividade onde deveriam pesquisar diferentes mitos criacionistas.
Não privilegiando somente a produção escrita, o professor pode dar liberdade
para que as histórias pesquisadas pelos alunos possam ser contadas por meio de
colagens ou desenhos. Depois do recebimento dos trabalhos os mesmos devem ser
expostos na escola, valorizando o esforço da classe.

Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola

[i]

http://educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/o-criacionismo-pensamento-mi
tico.htm

[O físico Marcelo Gleiser já tinha denunciado o criacionismo do portal.]

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