GOVERNO LAICO? IGREJA EVANGELICA HOMENAGEIA GOVERNADOR

março 26, 2011 § Deixe um comentário

O GALILEU, 24-03-2011

GOVERNO LAICO? IGREJA EVANGÉLICA HOMENAGEIA POLÍTICO

O governador Simão Jatene será homenageado na próxima reunião do Serviço de
Evangelização das regiões do Tocantins e Araguaia (Seta) da Igreja Assembleia de
Deus.

Governo Laico? Igreja Evangélica Homenageia Político O encontro vai acontecer
entre os dias 7 a 10 de julho, no município de Santana do Araguaia, e deve
reunir cerca de 20 mil fiéis da área de abrangência do rio Araguaia.

Jatene terá seu nome inscrito na placa de comemoração do centenário desta igreja
evangélica e receberá a comenda de “Amigo da Assembleia de Deus”. “O povo
evangélico agradece as ações do governo passado de Simão Jatene e espera que
este governo se consolide ainda mais”, disse o pastor Pedro Ferreira Filho,
coordenador do Seta.

O pastor esteve na manhã desta quinta-feira, 25, reunido com outras lideranças
evangélicas para fazer pessoalmente o convite ao governador. Ele veio
acompanhado do deputado Zequinha Marinho (PSC), que é da região do rio Araguaia.
“As lideranças apoiaram o governador nas eleições e querem também cumprimentá-lo
pela posse’, explicou o deputado.

De acordo com o pastor Pedro Filho, a Assembleia de Deus tem cerca de 45 mil
fiéis na região sul/sudeste do estado, entre membros e congregados. A Assembleia
de Deus é uma das maiores igreja do ramo pentecostal do Brasil e do mundo. Ela
chegou aqui através dos missionários suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg, que
aportaram em Belém, em 19 de novembro de 1910, vindos dos Estados Unidos.

Com informações Secom /Ag. Pará

[i]

http://www.ogalileo.com.br/noticias/nacional/governo-laico-igreja-evangelica-hom
enageia-politico

OPINIAO DE ADVOGADO SOBRE ESTADO LAICO

março 19, 2011 § Deixe um comentário

DNOTO, 19-03-2011

O SANTO SÃO JOSÉ E O ESTADO LAICO BRASILEIRO

Zilmar Wolney

Após a reabertura da discussão da figura do Estado Laico, no Brasil, através da
então Ministra Dilma Rousseff, atual presidente, determinando a retirada de
símbolos religiosos dos órgãos e repartições públicas, passamos a verter o nosso
olhar sobre o dia 19 de março, apesar de toda a reverência e religiosidade pelo
nosso padroeiro São José, agora, com uma desconfiança jurídica. Pois, há um
conflito de ordem cultural e religiosa em face da Carta Magna vigente, na
perspectiva do paradigma interpretativo sobre o laicismo. Ou seja, o foco da
religiosidade seria o da ampla liberdade para os manifestos de qualquer
convicção religiosa, ou radicalização acerca desse tipo de manifesto.

Desde o boom do renascimento, no século XV, que idéias luteranas e calvinistas
romperiam, em definitivo, com o monopólio da igreja mãe, em termos de idéias e
convicções de ordem religiosa. Países, como o Brasil, conquistado por nações
católicas, ao nível de Portugal, ainda trariam as reminiscências desse monopólio
religioso, para definir, na primeira carta política, em 1824, o catolicismo como
religião oficial.

O certo é que, após isso, ao longo de suas posteriores 07 constituições, o
Brasil incorporaria a característica de País laico, ou seja, sem religião
definida. Aliás, deixou bem caracterizada tal postura, em cláusulas pétreas,
notabilizando a liberdade de crença e convicção religiosa. Além disso, coloca o
Estado na condição de protetor dos templos, liturgias e cultos religiosos,
inclusive com o dever de prestar as necessárias subvenções. Assim, assume a
roupagem de pátria de todos os povos, e de todas as crenças.

No entanto, há que se observar que os valores culturais, religiosos,
incorporados aos brasileiros, através de ações catequéticas, como a dos padres
Anchieta e Nóbrega, terminam evidenciando, felizmente, a força do lado cristão,
presente na sociedade brasileira. Por exemplo, no preâmbulo da Carta Magna de
1988, ainda se invoca a proteção de Deus. Muitos órgãos públicos ainda ostentam
imagens de santos. E, por fim, há inúmeros feriados, exaltando santos e santas,
como, à guisa de ilustração, a padroeira do Brasil. Nunca é tarde lembrar, num
país que, atualmente, está recheado de evangélicos, protestantes, espíritas e
ateus!

A partir de tais observações, a impressão que se colhe é que o País adotou uma
espécie de laicismo moreno. Pois, muito embora, queiramos a liberdade de crença
e convicção religiosa; de outro lado, nos contrapomos a qualquer manifesto, que
não se adéqüe ao contexto da nossa íntima convicção religiosa. No entanto,
esquecemos, por exemplo, que o nosso direito começa exatamente, onde termina o
do nosso próximo. E que a máxima cristã da tolerância nos ensina, ao longo dos
séculos, para termos paciência, aceitando as pessoas como elas são, e sabedoria
para modificá-las, apenas, naquilo que for possível.

Não se pode ignorar a evolução histórica brasileira entremeada de crença cristã,
e principalmente a herança colhida, por essa, dos tribunais canônicos. Ainda que
se queiram lembrar, desse período medieval, apenas a incoerência das
inquisições, excomunhão, e fogueiras. Contudo, é necessário não ignorar que a
cláusula rebus sic stantibus, hoje, sob a roupagem de teoria da imprevisão, no
atual Código Civil, nos dá uma nova dinâmica de solução ao endividamento
público, em nossos inúmeros contratos bancários e de financiamento. Por isso,
não se pode omitir, desse período, o legado de Santo Agostinho, na patrística, e
de São Tomás de Aquino, na Escolástica.

A história cristã noticia, e vale realçar que o Santo São José constitui um dos
primeiros casos de paternidade sócio-afetiva, em relação ao símbolo maior do
cristianismo, Jesus Cristo. José, naquela ocasião, deu mostras que ser pai, não
significa apenas ser o genitor biológico, ou meramente, o reprodutor. Mas,
aquele que cria e educa. Aliás, é bom refletir que José e Maria, enquanto
genitores de Jesus de Nazaré, em suas missões transcendentais, estarão, sempre,
acima de qualquer crença ou convicção religiosa.

São José, o esposo de Maria, constitui exemplo de pai para toda humanidade. A
sua lição sempre foi o de honesto trabalhador e exemplar pai de família. Se,
pela história e crença cristã do Tocantins, ele é o guia cristão do rebanho de
Dianópolis e Palmas, nós devemos, no mínimo, reverenciá-lo, pela sua história de
vida, e em respeito aos laços históricos cristãos, que nos foram transmitidos.
Pois, que povo sem história, é povo morto, sem passado, e sem referencial no
tempo.

Num período de tantos fatos descartáveis, na ciranda da vida on line, observar
as tradições e o folclore exaltando, em exuberância, a crença da nossa gente,
através de carrego de mastro, pelas ruas. De realizações de preces, orações,
através novenas. De se parar, no tempo, para reverenciar e ostentar a sua crença
cristã. É, no mínimo, quedar-se, prazeroso, na satisfação de fazer parte deste
contexto. E reconhecer que há uma força superior que une, por exemplo, o povo de
Dianópolis, num misto de história e religião, que vai do São Lalau dos índios
acroás, nas missões, até a nova roupagem de São José, que nós lhe emprestamos na
Terrinha abençoada.

Por isso, rogamos ao glorioso São José, que abençoe os teus filhos, rebentos ou
não da Terra das Dianas. Crentes ou céticos. Adeptos de convicções diversas.
Sejam eles católicos ou evangélicos. Sejam eles protestantes, espíritas, ou
ateus. Pois que, com a grandeza do seu nome. Com a honradez da sua história. Com
a missão altruísta de criar e educar o maior dos homens, que esteve em nosso
meio. Permita, enfim, aos cidadãos, na diversidade de suas crenças, e na
vertente do laicismo, que o admirem, se possível for. Que creiam na sua história
de família e trabalho, se dignos forem. E aceitem as suas bênçãos e proteção, se
forem humildes, o suficiente, na excelsa condição de cristãos.

Zilmar Wolney Aires Filho (Zilô), advogado, professor especialista em Processo
Civil e estrando em Direito Civil

[i]

http://www.dnoto.com.br/O-Povo-Conta/o-santo-sao-jose-e-o-estado-laico-brasileir
o.html

[O autor está mais pra padre.]

TOPLESS LESBICO EM CAPELA DEIXA ICAR INJURIADA

março 18, 2011 § Deixe um comentário

PARACLITOS, 18-03-2011

ATO SACRÍLEGO REALIZADO EM CAPELA CATÓLICA NA ESPANHA POR LÉSBICAS

MENDES SILVA I.

70 jovens foram a uma capela da Universidade Complutense de Madrid proferindo
insultos contra a Igreja Católica, o Papa e o clero, enquanto algumas garotas
que faziam parte da profanação se despiram da cintura para acima ao redor do
altar ante os aplausos do resto.

Conforme assinala o jornal espanhol ABC, uma aluna da faculdade de ciências
econômicas que foi testemunha dos fatos e que estava rezando na capela do campus
de Somosaguas da universidade madrilenha, disse que duas das jovens ao redor do
altar “fizeram alarde de sua tendência homossexual”.

Os vândalos ingressaram com um megafone até a sala de espera da capela. O
capelão se precaveu do barulho e tentou detê-los mas foi sacudido.

No lugar os agressores leram textos e frases que, diziam, eram de autores
cristãos sobre a mulher. Também deram leitura a um manifesto com afirmações e
julgamentos contra a Igreja e seus ensinamentos e puseram pôsteres nos murais da
entrada à capela, e nos bancos da mesma. Tudo foi fotografado e filmado. Aqui
podem ser vistas algumas fotos

Uma aluna da universidade citada pela ABC sem dar seu nome assinalou que “à
margem das crenças religiosas de cada um `destes’, não resisto em elevar a voz
ante um fato tão lamentável como este. O que teria acontecido se algo assim
acontecesse em uma mesquita? Que `esses’ saibam que os católicos nunca
responderão à provocação com provocação para defender-se”.

“Ninguém poderá nos calar, ante o mais mínimo atropelo, brincadeira, intimidação
ou qualquer outra obrigação ilegítima que ofenda os sentimentos religiosos de
ninguém. Além disso, ações como estas estão castigadas por nosso ordenamento
jurídico. Como é fácil e covarde atuar no anonimato!”, acrescentou.

O Reitorado da Universidade Complutense condenou a profanação da capela do
campus de Somosaguas e anunciou uma investigação “para delimitar possíveis
responsabilidades”.

“Este Reitorado reitera a necessidade de manter o respeito à pluralidade de
cultos e crenças religiosas e faz uma chamada à tolerância e à convivência ante
as expressões das mesmas. A neutralidade do Estado em matéria religiosa
significa que não se pode impor nem perseguir crença alguma. A tolerância e o
respeito são absolutamente indispensáveis”, indica o comunicado.

O jornal ABC assinala que esta agressão não é nova já que ao início da semana as
paredes e portas do recinto apareceram pichadas com insultos para os católicos
(como se vê na foto).

Rechaço da Arquidiocese de Madrid

Em uma nota de imprensa divulgada ontem, o Arcebispado de Madrid rechaçou a
profanação da capela do campus de Somosaguas da Universidade Complutense de
Madrid.

No texto se destaca que “diante destes fatos absolutamente reprováveis, que são
objeto de delito, e que denigrem em primeiro lugar quem os comete, o Arcebispado
de Madrid elevou sua queixa ao Reitorado da Universidade”.

Deste modo o Arcebispado denunciou que “estas ações são um atentado à liberdade
de culto e uma profanação de um lugar sagrado, o qual suporta penas canônicas no
caso de que aqueles as cometeram estejam batizados”.

Finalmente a nota afirma que “é indigno que, em uma sociedade democrática onde
se pede o respeito às pessoas, às instituições religiosas e ao direito da
celebração pública da fé na Universidade Complutense -com a que a Igreja mantém
uma estreita e amigável relação de colaboração-, alguns jovens possam manchar
com este tipo de comportamentos o bom nome e trabalho da comunidade
universitária”.

Clique Aqui para protestar contra esta blasfêmia, exigindo ao reitor da
Universidade 1) a identificação dos estudantes que participaram do vandalismo;
2) o auxílio à polícia na obtenção do material que comprove o crime; 3) o
fechamento desta citada associação de estudantes; e 4) a expulsão do líder
(máximo responsable) da manifestação.

– – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – –
por ACI Digital

[i]

http://www.paraclitus.com.br/2011/blog/ato-sacrilego-realizado-em-capela-catolic
a-na-espanha-por-lesbicas/

ROBERTO FREIRE DIZ A CNBB QUE ESTADO TEM QUE SER LAICO

março 18, 2011 § Deixe um comentário

JUS BRASIL, 17-03-2011

Ensino religioso: Freire diz à CNBB que Estado
deve ser laico

O deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) preferiu a laicidade ao convite da
CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) para apresentar emenda
incluindo ensino religioso como área de conhecimento a ser ensinada nas escolas
públicas brasileiras.

A CNBB solicitou que deputados e senadores apresentem emendas ao projeto de lei
que aprova o Plano Nacional de Educação para o biênio 2011-2012 com a previsão
das aulas de ensino religioso e formação continuada de professores para a área.

Freire respondeu, por meio de ofício, que seu ponto de vista está focado na
laicidade do Estado, garantidora do pluralismo das religiões ou credos, e em
defesa de uma sociedade justa e fraterna.

Para o deputado e presidente nacional do PPS, o ensino religioso deve ficar a
cargo das escolas confessionais, que adotam uma confissão explícita no
desempenho de suas atividades, das famílias e igrejas.

Autor: Valéria de Oliveira

[i]

http://www.jusbrasil.com.br/politica/6739707/ensino-religioso-freire-diz-a-cnbb-
que-estado-deve-ser-laico

TV BRASIL DISCUTE PROGRAMAS RELIGIOSOS NA PROXIMA SEMANA

março 18, 2011 § 1 comentário

BAHIA NOTÍCIAS, 16-03-2011

TV BRASIL DISCUTE PROGRAMAS RELIGIOSOS

A TV Brasil põe em pauta, na próxima terça-feira (22), a exibição de programas
religiosos no canal, que é mantido pelo governo federal (portanto, com dinheiro
público). Desde o ano passado, a emissora adia a decisão, supostamente por
pressão da Igreja Católica, que tem o privilégio de ter suas celebrações
exibidas no canal. Anteriormente, a ideia era cortar da grade de programação as
missas exibidas aos sábados e domingos. Entretanto, de acordo com a coluna Radar
Online, da Veja, já se estuda a possibilidade de abrir espaço para programas
evangélicos e de outras crenças. Na Bahia, a discussão com relação aos programas
religiosos na tevê pública já deu muito “pano pra manga”. Em 2007, por exemplo,
uma representação contra a TVE no Ministério Público, movida pelo médium José
Medrado, requeria um espaço para o espiritismo na grade da emissora. “Vivemos
num país laico, não existe uma religião oficial do Brasil e nem poderia existir.
Seria uma inconstitucionalidade”, declarou Medrado, à época, em entrevista ao
Bahia Notícias.

[i]

http://www.bahianoticias.com.br/noticias/noticia/2011/03/16/89118,tv-brasil-disc
ute-programas-religiosos.html

ENTRE A CRUZ E O TUBO DE ENSAIO

março 18, 2011 § Deixe um comentário

EDUCAÇÃO INTEGRAL, 11-03-2011

ENTRE A CRUZ E O TUBO DE ENSAIO

Divergências entre ciência e religião podem gerar polêmica em sala de aula e
confundir os alunos. Para educadores, saída é não impor uma única verdade

Em uma sala do 6.º ano (antiga 5.ª série), durante uma aula de biologia sobre a
criação do universo, a professora termina de explicar a teoria do Big Bang, que
diz que o universo foi criado a partir de uma grande explosão cósmica entre 10 e
20 bilhões de anos. Um aluno ergue a mão e pergunta: “Pro-fessora, mas quem fez
as galáxias e tudo o que existe não foi Deus?”. A cena é frequente nas escolas,
divide os professores de ciências e biologia e coloca os de religião em uma
saia-justa.

A coordenadora do curso de Ciências Biológicas da Universidade Tuiuti do Paraná
(UTP) e professora aposentada do ensino médio e fundamental, Rita de Cássia
Dallago, conta que ao longo dos seus 26 anos de carreira percebeu que a
discussão sobre a origem do universo e do homem, principalmente entre
criacionismo (teoria religiosa que presume que tudo foi criado por uma força
superior) e evolucionismo (teoria científica proposta por Charles Darwin que diz
que o homem surgiu a partir da evolução de outras espécies) ganhou novos rumos,
mas que ainda perturba os educadores. “Em geral, os professores tendem a impor o
que acreditam, mas o ideal seria deixar claro sempre que existem duas correntes
e não uma única verdade. O aluno tem o direito de escolher em qual prefere
crer.”

Na maioria dos casos, os professores de ciências e biologia defendem o
evolucionismo, porque faz parte da formação deles, e os de religião, o
criacionismo. Mas Rita diz que na última década o perfil mudou um pouco e alguns
que ensinam biologia também acreditam na segunda corrente. “Já vi muito
professor que explica a origem da vida sob a ótica da ciência e depois, no final
da aula, diz aos alunos para não esquecer que tudo isso foi obra de Deus.”

Com um tema controverso e professores divididos, a questão que se levanta é como
não confundir a cabeça dos alunos e muito menos desrespeitar suas crenças
religiosas. Para o coordenador de Teologia da Ponti­fícia Universidade Católica
do Paraná (PUCPR), Cesar Kuzma, o caminho ideal na hora de ensinar é não tratar
as duas correntes como algo isolado e independente, mas sim como complementares.
“A ciência explica a origem do universo e o surgimento da espécie humana, mas é
a religião que dá sentido a isso. A meu ver esta é a melhor forma de ensinar os
estudantes sem criar conflito.”

Já para o filósofo Carlos Ramalhete, o papel do professor de ciências não é
ensinar religião, mas deixar claro que as ciências podem mudar. “A ciência é
apenas a melhor explicação até agora para os elementos nos quais Deus não pode
estar. A ciência moderna, ao contrário da religião, não é e nem pode ser
dogmática.”

Mas algumas vezes o conflito é inevitável, principalmente porque a escola é um
espaço de convivência entre alunos de crenças diferentes. Para os educadores, é
importante que seja assim porque as crianças precisam crescer em um espaço
democrático. “É claro que em algum momento houve confusão, tem aluno que às
vezes não aceita o que é dado em sala e sai batendo porta, mas isso é a
minoria”, conta Rita.

Mais liberdade
Segundo a professora de ensino religioso e história Célia Regina Guernieri, do
Colégio Imaculada Conceição, os alunos menores, geralmente entre 10 e 12 anos,
tendem a querer saber a opinião pessoal do professor e levam muito em conta o
que ele pensa. Os mais velhos, a partir dos 13 anos, têm uma bagagem diferente e
conseguem perceber por si só que existem duas teorias distintas e que podem
escolher entre uma e outra. “Hoje os estudantes são muito mais livres e críticos
do que há 30 anos. Eles conseguem perceber que não há uma verdade absoluta.”

Para que uma única verdade não reine em sala de aula, o professor de Ciências
Biológicas da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Reginaldo
Rodrigues conta que nas palestras que dá aos colegas da educação básica costuma
orientá-los a não impor nada nunca e nem negar a existência de Deus aos alunos,
por mais que ele não acredite. “É papel dele defender a ciência, mas sabemos que
cada aluno tem sua religiosidade e que é preciso que o professor saiba lidar com
isso.”

Na Escola Adventista, o diretor Laureci Bueno do Canto diz que não há imposição
dos conceitos, mas pais e professores sabem a posição da escola. “Nós
acreditamos na Bíblia e para nós o que está lá é a verdade. O professor não
precisa acreditar e defender isso como real. Mesmo que ele comente que é
criacionista, vai deixar em aberto aos alunos.”

[i]

http://educacaointegral.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=395:
entre-a-cruz-e-o-tubo-de-ensaio&catid=38:slideshow&Itemid=101

DEPOIMENTO DE CARDEAL SCHERER NO TRF DE SP A FAVOR DE CRUCIFIXO

março 16, 2011 § Deixe um comentário

ÉPOCA, 15-03-2011

DOM ODILO DEPÕE NA JUSTIÇA FEDERAL A FAVOR DOS CRUCIFIXOS EM ÓRGÃOS PÚBLICOS

REDAÇÃO ÉPOCA JUSTIÇA TAGS: CRUCIFIXO, DOM ODILO SCHERER, ESTADO LAICO

O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, prestou depoimento no
Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo para defender a manutenção de
símbolos religiosos em repartições públicas. Seu depoimento foi no último dia 3,
uma quinta feira, no prédio da instituição. Dom Odilo foi convocado como
testemunha numa ação civil pública que, em nome do Estado laico, pede a retirada
dos símbolos religiosos de todos os prédios públicos federais de São Paulo. Na
maioria dos casos, são crucifixos expostos em locais nobres, como plenários, ou
em áreas de atendimento ao público, como salas de espera ou saguões de entrada.
Dom Odilo é a mais alta autoridade católica do país a falar publicamente sobre o
assunto. Diante do juiz Ricardo Geraldo Rezende Silveira, disse que “o fato de a
maioria da população ser católica, culturalmente, justifica a presença desses
símbolos cristãos”.

O processo é movido pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em
atendimento ao pedido do engenheiro Daniel Sottomaior Pereira, que é ateu e diz
que se sente ofendido com a presença de um crucifixo numa das paredes do
Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. No plenário do próprio TRF, onde
corre o processo, há uma peça desse tipo. A ação foi pedida como liminar. Se for
concedida pela Justiça, a União terá um prazo de 120 dias para retirar todos os
símbolos religiosos de suas repartições no Estado.

Em seu depoimento, Dom Odilo disse não acreditar que um determinado símbolo
religioso possa ser ofensivo a quem não professa aquela fé. Apesar disso,
reconheceu que a presença de um símbolo muçulmano em um hipotético julgamento
“poderia causar preocupação em virtude da inexistência de uma tradição muçulmana
no Brasil”.

O cardeal afirmou que o povo brasileiro recebeu formação cultural católica
durante a colônia até o fim do Império e lembrou de um acordo que determinava o
catolicismo como religião oficial do Estado. Para ele, essa tradição explica e
justifica a presença de crucifixos em repartições públicas até hoje. Dom Odilo
disse ainda que acha legítimo o Estado custear a manutenção dos símbolos
religiosos em suas repartições “em respeito aos anseios dos representados”.

O procurador dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, responsável pela
ação, não concorda com as opiniões de Dom Odilo: “A presença desses símbolos
nesses locais demonstra que o Estado estabelece preferências entre credos e
crenças, privilegiando uns e ignorando os demais. Também não concordo com o
argumento da tradição, porque podemos usá-la para justificar qualquer fato na
história”, disse.

Discussões como esta ocorrem em outros estados brasileiros. O Rio de Janeiro já
retirou símbolos de instituições públicas. Pernambuco, assim como São Paulo,
está em processo de discussão.

Segundo o procurador, é provável que a decisão do caso termine só no Supremo
Tribunal Federal. “Ainda temos uma longa discussão pela frente. Quem perder, irá
recorrer e a ação chegará ao STF”. O próprio Supremo ostenta um crucifixo em seu
plenário.

No Brasil, segundo o Censo do ano 2000, 73% da população afirmava ser católica.
Os evangélicos eram 15%. Outros 3,4% diziam seguir outras religiões. O Censo diz
ainda que 7,4% eram “sem religião”, mas não especificou quantos se apresentavam
como ateus (aqueles que não acreditam em Deus). O artigo da Constituição que
estabelece separação entre Estado e igreja é o 19: “É vedado à União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos
ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles
ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma
da lei, a colaboração de interesse público”. No preâmbulo da mesma Constituição
está escrito que o ela foi promulgada “sob a proteção de Deus”.
(por Keila Cândido)

[i]

http://colunas.epoca.globo.com/politico/tag/estado-laico/

Onde estou?

Você está navegando em publicações marcadas com laico em Ateularia.

%d blogueiros gostam disto: