PASTOR VIVE COMO MUCULMANO POR 40 DIAS E PODE SER EXPULSO

março 26, 2011 § Deixe um comentário

G NOTÍCIAS, 25-03-2011

POLÊMICA: PASTOR VIVE COMO MUÇULMANO POR 40 DIAS PARA COMPREENDER A CRENÇA.
CONGREGAÇÃO AMEAÇA EXPULSÁ-LO

O pastor episcopal anglicano Steve Lawler, da Igreja Saint Stephen, optou por
observar a Quaresma de uma maneira incomum. Ele decidiu adotar os rituais do
Islã por 40 dias, segundo ele, “para obter uma compreensão mais profunda dessa
fé”.

Porém, alguns de seus superiores sentiram-se desconfortáveis e ameaçaram
demiti-lo se continuasse com essa experiência. “Ele não pode ser cristão e
muçulmano ao mesmo tempo”, explicou o bispo George Wayne Smith, da diocese
episcopal do Missouri. “Se ele optar pelas práticas dos muçulmanos, estará
desistindo de sua identidade cristã e sacerdotal na igreja.”

Lawler, que trabalha em tempo parcial na igreja, não previa esse tipo de
problema quando tomou essa decisão. Disse que apenas queria saber mais sobre o
Islã, especialmente depois de acompanhar a discussão nacional nos Estados Unidos
sobre a radicalização da fé.

Na Quarta-feira de Cinzas, primeiro dia da Quaresma, ele começou a prática do
salah cinco vezes por dia, ajoelhando-se em direção a Meca e orando a Alá.
Também passou a estudar o Alcorão e adotou os costumes alimentares islâmicos,
abstendo-se de carne de porco e de bebidas alcoólicas.

Durante a Semana Santa, ele planejava jejuar do amanhecer ao pôr do sol, como os
muçulmanos fazem durante o período do Ramadã. Mas aos olhos do bispo Smith, a
tentativa de “imitar” outra religião pode ser vista como algo desrespeitoso. Ele
explica: “Uma das formas [de Lawler] continuar sendo um líder cristão é
vivenciar o cristianismo e fazê-lo com clareza, não de uma maneira tão confusa”.

Quando perguntado se puniria Lawler se ele continuasse com os rituais, Smith
respondeu que sim. E mais, seria obrigado a tirá-lo do cargo.

No entanto, Lawler disse que não tinha intenção de declarar a sua crença na
unicidade divina e aceitar Maomé como profeta de Deus. Este é o primeiro dos
cinco pilares do Islã, que marca a conversão de alguém ao islamismo.

Os problemas de Lawler, que também é professor adjunto na Universidade de
Washington, começaram quando ele publicou um comunicado à imprensa explicando
como passaria a Quaresma.

Isso chamou atenção de um repórter que decidiu entrevistá-lo. O pastor acabou
explicando que não via nenhum problema em conciliar sua visão episcopal com as
do Islã. Explicou também que esperava testar um conceito atribuído a Mahatma
Gandhi e abordado por John Dunne em “The Way of All the Earth” [O Caminho de
toda a terra]. Segundo o livro, “envolver-se com outra cultura ou religião gera
em nós uma nova visão sobre nossa própria cultura ou religião”.

“Poderia apenas sentar e ler material acadêmico sobre o Islã, mas continuaria um
passo atrás, por isso decidi ter um encontro pessoal com o islamismo”, disse o
pastor Lawler, no escritório da igreja onde está há oito anos. Ele ajudou a
criar um programa comunitário nessa paróquia, que inclui dança, aulas de música,
debates teológicos, projetos de melhorias para o bairro e um mercado dos
fazendeiros. Ele batizou o programa “A Vinha”, porque continua crescendo e
tomando rumos novos e surpreendentes. Foi desse modo que ele viu sua aproximação
ao Islã.

Nascido e criado em uma família católica, Lawler tornou-se episcopal com pouco
mais de 20 anos de idade porque não compartilhava dos pontos de vista
conservadores do Vaticano.

“A Igreja Episcopal é bastante aberta”, disse ele. Teria sido bem mais difícil
[fazer os rituais islâmicos], “se eu fosse o pastor de uma igreja muito
conservadora”. Porém, dois dias depois de iniciar sua “imersão cultural”, Lawler
descobriu que a Igreja Episcopal é mais rígida do que ele pensava. Após ouvir a
reprimenda do bispo, Lawler desistiu de fazer os rituais islâmicos.

“Gostaria que ele entrasse em contato comigo antes de tomar uma decisão sobre
isso”, disse Smith. “Eu teria lhe dito para não fazer isso. Acredito que ele
está tentando mesmo aprofundar a sua compreensão do Islã, e isso é admirável.
Mas assim você desonra a outra fé, pois está só fingindo. Você precisa construir
pontes, ter um relacionamento real com nossos vizinhos muçulmanos.”

Mohammed Ibrahim, presidente do conselho da Fundação Islâmica de Saint Louis,
diz não se ofender por Lawler praticar os rituais islâmicos. “Acho que essa é
uma boa ideia para alguém compreender melhor o que é o Islã. Nós o aplaudimos.
As pessoas podem vir e nos observar fazer as orações nas mesquitas e até
participar da oração, se quiserem”, explica.

Ibrahim acrescenta que os cristãos poderão se surpreender com algumas
semelhanças entre as duas religiões. “Como a história da Virgem Maria e de Jesus
Cristo”, disse ele. “No Alcorão, há um capítulo inteiro sobre a Virgem Maria.”

Lawler disse que não ficou decepcionado com a reação da Igreja Episcopal. “É um
diálogo. Não me sinto excluído ou censurado. Entendo as preocupações do bispo
Smith sobre o que isto significa”, conforma-se.

Depois de tudo resolvido, o pastor decidiu realizar uma série de debates
públicos informais em sua igreja, que incluirá um muçulmano, um ateu, uma pessoa
“espiritual mas não religiosa” e alguém que “vive uma vida plena e moral, mas
sem nenhum fundamento espiritual ou religioso”. Esses encontros começaram esta
semana e devem durar até a Páscoa, que marca o final da Quaresma. [i]

http://noticias.gospelmais.com.br/pastor-muculmano-dias-expulsa-18058.html

REPORTERES SEM FRONTEIRAS ALERTAM A CENSURA NA WEB

março 14, 2011 § Deixe um comentário

SOL, 14-03-2011

REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS VOLTAM A ALERTAR CONTRA CENSURA NA WEB

A organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou um
relatório onde revela que um em cada três cibernautas não tem acesso à Internet
sem censura
Os dados surgem num relatório publicado no âmbito das comemorações do Dia
Mundial contra a Censura na Internet, onde a organização refere que cerca de 60
países em todo o mundo censuram a Internet, recorrendo a filtros de conteúdos ou
ameaçando os cibernautas.

Um dos países citados é o Bangladesh, que começou recentemente pela primeira vez
a bloquear sites com vídeos considerados ofensivos para a fé islâmica.

Além da censura de conteúdos e bloqueio de sites, a RSF sublinha que as prisões
de bloggers ou ciberactivistas continuam a ser uma realidade em vários países.

Tal como noutros relatórios sobre esta questão, a organização volta a divulgar a
lista dos 10 estados que considera serem os principais inimigos da Internet:
Arábia Saudita, Birmânia, China, Coreia do Norte, Cuba, Irão, Uzbequistão,
Síria, Turquemenistão e Vietname.

Além desta dezena de países a RSF acrescenta uma lista de países que irá manter
sob vigilância, onde é possível encontrar a Rússia, Austrália, Venezuela ou
Coreia do Sul, entre outros. [i]

http://sol.sapo.pt/inicio/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=14039

MATAR CRISTAOS GARANTE A SALVACAO

março 7, 2011 § Deixe um comentário

VERBO NET, 05-03-2011

ASSASSINOS DO MINISTRO CATÓLICO: MATAR CRISTÃOS ‘GARANTE A SALVAÇÃO’

Escrito por Ervino Martinuz

Islamabad, (SIR/ACI) – O assassinato do ministro católico Shahbaz Bhatti no
Paquistão confirma o ódio religioso por parte dos extremistas muçulmanos que
consideram estes feitos como ‘atos agradáveis a Alá que garantem a salvação
imediata’, denuncia um sacerdote missionário que trabalha no país há 30 anos.
Shahbaz Bhatti foi interceptado por um grupo de mascarados quando saía de sua
residência rumo ao seu escritório. Os assassinos que se identificaram como
membros do Al Qaeda dispararam contra o ministro com armas automáticas durante
dois minutos. O ministro recebeu em total oito disparos que causaram a sua
morte. Os panfletos deixados pelos assassinos de Bhatti na cena do crime
continham frases como ‘foi morto porque era cristão, infiel e blasfemo’, seu
assassinato é parte de ‘uma guerra de religião para eliminar a aqueles que
desejam modificar a lei sobre a blasfêmia’; e ‘por graça de Allá, todos os que
são membros da Comissão de revisão da lei, irão ao inferno’. Em declarações à
agência vaticana Fides, o Pe. Robert McCulloch, missionário e amigo do ministro
católico, adverte que com este brutal homicídio ‘todos os que estão
comprometidos com a reforma da lei sobre blasfêmia estão em grave perigo’. A Lei
de Blasfêmia é uma norma cuja base está na lei Xaria (islâmica) que condena
qualquer ofensa contra Maomé ou o Corão. Qualquer muçulmano pode denunciar
alguém por havê-la transgredido sem necessidade de testemunhas ou provas. As
penas chegam inclusive até a morte e com freqüência esta lei é usada usa para
perseguir os não-muçulmanos como no caso dos cristãos. Para o Pe. McCulloch ‘os
assassinatos motivados pela religião são declarados publicamente no Paquistão
por extremistas islâmicos que os definem como ‘atos que são agradáveis a Alá e
que garantem a salvação imediata’. São declarações que um estado civil deveria
deter’. ‘Quantas mortes temos que esperar até que as autoridades civis e os
muçulmanos moderados tomem uma postura clara e adotem medidas eficazes contra o
uso bárbaro e perverso da religião?’, questionou. O ódio religioso, denuncia, é
cultivado desde as escolas onde se distorce os fatos que são ‘a maior fonte das
tendências extremistas, que têm um impacto devastador na sociedade’. Em alguns
livros de texto oficiais as minorias religiosas são totalmente excluídas e não
São consideradas ‘parte da nação’.

Protestas pacíficas

A agência Fides assinala também que após o assassinato se deram uma série de
manifestações espontâneas repudiando o assassinato. Estas ocorreram em
Islamabad, Lahore, Karachi, Multan e Quetta. Além disso, anunciaram três dias de
luto público, desde a sexta-feira 4 até o domingo 6 de março. Ontem,
sexta-feira, foi proclamado um dia de ‘jejum e oração’. Os restos do ministro
foram levados a igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Islamabad, onde Dom
Anthony Rufin, Arcebispo local, celebrou uma missa de sufrágio em presença do
Encarregado de Assuntos da Nunciatura Apostólica, mons. José Luis Dias-Marilbanc
a Sánchez, já que o novo Núncio Apostólico, Dom Edgar Penha Parra, ainda não
tomou posse do cargo. Logo a comunidade cristã se reunirá na tarde no Kushphur
(que significa ‘Cidade da Alegria’), o povo católico da diocese do Faisalabad,
onde nasceu Bhatti, para o funeral; que estará presidido pelo Bispo local, Dom
Joseph Coutts, e concelebrado por todos outros prelados de Punjab. Fides conclui
indicando que se prevê uma maciça presença de autoridades civis, de líderes
religiosos cristãos, hindus e muçulmanos, de ativistas pelos direitos humanos.
[i]

http://www.verbonet.com.br/verbonet/index.php/noticias/8489-assassinos-do-minist
ro-catolico-matar-cristaos-garante-a-salvacao

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