CORTE IRLANDESA PERMITE CAMPANHA EVANGELICA CONTRA SODOMIA

março 24, 2011 § Deixe um comentário

G NOTÍCIAS, 24-03-2011

APÓS SER CENSURADA, IGREJA EVANGÉLICA GANHA NA JUSTIÇA DIREITO DE FAZER CAMPANHA
CONTRA A SODOMIA

Um juiz da Alta Corte da Irlanda do Norte revogou uma decisão do órgão regulador
de publicidade (ASA na sigla em inglês) que tinha proibido um anúncio de uma
igreja por considerá-lo homofóbico.

O anúncio de uma página, publicado pela primeira vez em agosto de 2008 pouco
antes da parada gay de Belfast, trazia a manchete “A palavra de Deus contra a
Sodomia” e fazia uma convocação para uma manifestação pacífica contra a prática.

Na época, após receber várias reclamações, a ASA decidiu que o anúncio de página
inteira não poderia mais ser veiculado daquela forma.

Mas a igreja presbiteriana Sundown Free, que bancou o anúncio, entrou com uma
ação judicial contra a decisão.

O juiz da Alta Corte considerou que a decisão da ASA interfere com o direito de
expressão da igreja, que estaria coberta por um artigo da Convenção Europeia de
Direitos Humanos que assegura a expressão de posições que choquem ou causem
ofensas.

O juiz também observou que o anúncio não continha qualquer exortação à violência
e deixava claro que qualquer ato de antagonismo contra homossexuais era
inaceitável e injustificável.
Sodomia

A igreja argumentou que a ASA interpretou mal a citação do anúncio, tirada do
Livro de Levítico e que classifica atos homossexuais como abominação.

De acordo com a igreja, a descrição se aplica a prática da sodomia
especificamente, e não a indivíduos específicos.

O reverendo David McIlveen, da igreja Sundown Free, considerou a decisão
“histórica”.

“As pessoas podem citar a Bíblia e essa é a liberdade que buscávamos”, disse
ele.

[i]

http://noticias.gospelmais.com.br/campanha-contra-sodomia-igreja-evangelica-just
ica-18009.html

DEPOIMENTO DE CARDEAL SCHERER NO TRF DE SP A FAVOR DE CRUCIFIXO

março 16, 2011 § Deixe um comentário

ÉPOCA, 15-03-2011

DOM ODILO DEPÕE NA JUSTIÇA FEDERAL A FAVOR DOS CRUCIFIXOS EM ÓRGÃOS PÚBLICOS

REDAÇÃO ÉPOCA JUSTIÇA TAGS: CRUCIFIXO, DOM ODILO SCHERER, ESTADO LAICO

O cardeal arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, prestou depoimento no
Tribunal Regional Federal (TRF) de São Paulo para defender a manutenção de
símbolos religiosos em repartições públicas. Seu depoimento foi no último dia 3,
uma quinta feira, no prédio da instituição. Dom Odilo foi convocado como
testemunha numa ação civil pública que, em nome do Estado laico, pede a retirada
dos símbolos religiosos de todos os prédios públicos federais de São Paulo. Na
maioria dos casos, são crucifixos expostos em locais nobres, como plenários, ou
em áreas de atendimento ao público, como salas de espera ou saguões de entrada.
Dom Odilo é a mais alta autoridade católica do país a falar publicamente sobre o
assunto. Diante do juiz Ricardo Geraldo Rezende Silveira, disse que “o fato de a
maioria da população ser católica, culturalmente, justifica a presença desses
símbolos cristãos”.

O processo é movido pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em
atendimento ao pedido do engenheiro Daniel Sottomaior Pereira, que é ateu e diz
que se sente ofendido com a presença de um crucifixo numa das paredes do
Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo. No plenário do próprio TRF, onde
corre o processo, há uma peça desse tipo. A ação foi pedida como liminar. Se for
concedida pela Justiça, a União terá um prazo de 120 dias para retirar todos os
símbolos religiosos de suas repartições no Estado.

Em seu depoimento, Dom Odilo disse não acreditar que um determinado símbolo
religioso possa ser ofensivo a quem não professa aquela fé. Apesar disso,
reconheceu que a presença de um símbolo muçulmano em um hipotético julgamento
“poderia causar preocupação em virtude da inexistência de uma tradição muçulmana
no Brasil”.

O cardeal afirmou que o povo brasileiro recebeu formação cultural católica
durante a colônia até o fim do Império e lembrou de um acordo que determinava o
catolicismo como religião oficial do Estado. Para ele, essa tradição explica e
justifica a presença de crucifixos em repartições públicas até hoje. Dom Odilo
disse ainda que acha legítimo o Estado custear a manutenção dos símbolos
religiosos em suas repartições “em respeito aos anseios dos representados”.

O procurador dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, responsável pela
ação, não concorda com as opiniões de Dom Odilo: “A presença desses símbolos
nesses locais demonstra que o Estado estabelece preferências entre credos e
crenças, privilegiando uns e ignorando os demais. Também não concordo com o
argumento da tradição, porque podemos usá-la para justificar qualquer fato na
história”, disse.

Discussões como esta ocorrem em outros estados brasileiros. O Rio de Janeiro já
retirou símbolos de instituições públicas. Pernambuco, assim como São Paulo,
está em processo de discussão.

Segundo o procurador, é provável que a decisão do caso termine só no Supremo
Tribunal Federal. “Ainda temos uma longa discussão pela frente. Quem perder, irá
recorrer e a ação chegará ao STF”. O próprio Supremo ostenta um crucifixo em seu
plenário.

No Brasil, segundo o Censo do ano 2000, 73% da população afirmava ser católica.
Os evangélicos eram 15%. Outros 3,4% diziam seguir outras religiões. O Censo diz
ainda que 7,4% eram “sem religião”, mas não especificou quantos se apresentavam
como ateus (aqueles que não acreditam em Deus). O artigo da Constituição que
estabelece separação entre Estado e igreja é o 19: “É vedado à União, aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos
ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles
ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma
da lei, a colaboração de interesse público”. No preâmbulo da mesma Constituição
está escrito que o ela foi promulgada “sob a proteção de Deus”.
(por Keila Cândido)

[i]

http://colunas.epoca.globo.com/politico/tag/estado-laico/

TRT CONDENA IGREJA QUE AFASTOU PASTORA ESTUPRADA POR FIEL

março 15, 2011 § Deixe um comentário

O DIÁRIO, 14-03-2011

IGREJA QUE AFASTOU PRA. ESTUPRADA É CONDENADA A PAGAR IDENIZAÇÃO

Uma pastora religiosa foi vítima de um estupro por um membro seguidor da igreja.
Ao tomar conhecimento do assunto a cúpula da Igreja optou pelo afastamento
sumário da pastora, impedindo-a de exercer qualquer atividade ligada à Igreja.
Não bastasse o trauma da violência sofrida, a vítima teve ainda outro castigo:
foi penalizada sob alegação de conduta imoral.
Além de ter sido estuprada, de ter sido afastada das suas atividades, teve ainda
contra si a suspeita de que teria sido consentida a relação forçada. Tendo que
suportar todas essas adversidades sem qualquer apoio ou assistência da Igreja e
ainda com a agravante de ser acusada de imoral à Pastora não restou outra
alternativa se não levar o assunto à Justiça.
Através de uma Reclamação Trabalhista pleiteou além do pagamento de indenização
pelo dano moral que houvesse também uma retratação junto aos seguidores. Em
primeira instância, a sentença decretou a improcedência da ação. Através de
Recurso Ordinário ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região a decisão da
primeira instância foi reformada, com a condenação da Igreja no pagamento de uma
indenização pelo dano moral praticado à pastora.
O tema dano moral há tempos é objeto de estudo em nosso país, porém, somente
após a Constituição Federal de 1988 é que passou a ser largamente tratado em
nossos Tribunais.
O tema ganhou tamanha importância, que milhares de ações passaram a tramitar em
nossos Tribunais, surgindo até uma nova versão de alguns julgadores que passaram
a analisar o tema sob o enfoque de existência de uma Indústria do Dano Moral,
condição esta que efetivamente acontece em muitos casos, nos quais falsas
vitimas forçam situações buscando indenizações nem sempre devidas.
Certamente não é este o caso que está sendo comentado. Não poderia a Igreja
praticar o linchamento moral da Pastora como praticou. Deveria certamente ter
oferecido apoio moral à vítima, e não execrá-la publicamente, como fez.
O assunto foi tratado pela Igreja com tanta discriminação, preconceito e
desrespeito que em uma reunião de Capelães do Hospital onde essa Pastora atuava
foi dito que ela não mais participaria da Capelania por ser imoral.
Em depoimento pessoal no processo, o representante da Igreja disse que se o
“estupro” fosse com a sua esposa ela teria reagido, chutando e gritando, como
qualquer outra mulher faria. Ao que parece por não ter conseguido evitar a
agressão não só a cúpula da igreja mas também algumas esposas de Pastores
entenderam que o estupro foi consentido pela vitima. O requinte de crueldade
para com a vitima foi tanto que em determinado momento chegou a ser questionada
porque não teria chutado e gritado com o agressor. Atento a todas as questões de
fato e tendo o respeito à dignidade da pessoa humana como prioridade ao Tribunal
Regional do Trabalho da 15ª Região, por unanimidade, reverteu à situação
reconhecendo que a atitude da Igreja realmente causou dano moral à Pastora. [i]

http://www.odiario.com/blogs/inforgospel/2011/03/14/igreja-que-afastou-pra-estup
rada-e-condenada-a-pagar-indenizacao/

“Foda o papa… Mas use camisinha”

março 1, 2011 § Deixe um comentário

foda o papa... mas use camisinha

Em setembro de 2010, Inglaterra, os grupos lgbt, feministas, cientistas e ateístas se manifestaram contra a igreja católica.

Em contrapartida, bento 16 discursou: “Penso no imenso sofrimento causado pelo abuso de menores, especialmente pelos ministros da Igreja. Quero manifestar meu profundo pesar às vítimas inocentes destes crimes atrozes” (1).

A contradição é que ele pessoalmente, além de toda uma hierarquia católica, até chegar ao padre, escondem os crimes de colegas, acobertam o acusado e até facilitam seu remanejamento pra que ele possa continuar abusando meninos e meninas de 8 a 13 anos, até mesmo engravidar adolescentes (2).

São dois tipos de crimes; o acobertamento e promoção de pedófilos e outro de tentar facilitar a dispersão de dst’s, quando é contra o uso de preservativos pelos católicos. Ambos constituem denúncias formais no tribunal de Haia, de crimes contra a humanidade (3) (4).

(1) http://www.mundomais.com.br/exibemateria2.php?idmateria=1681
(2) http://www.estadao.com.br/arquivo/cidades/2001/not20010917p20866.htm
(3) http://www.guardian.co.uk/world/2003/oct/09/aids
(4) https://ateularia.wordpress.com/2011/02/27/papa-no-tribunal-de-haia-crimes-contra-a-humanidade/

Frederico Brandt

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